sábado, 30 de abril de 2011

Rasga a carne e tinge o lençol.




Rasga a carne e tinge o lençol

Da flor que em ti desabrochou
Dedilhei cada pétala vivaz
Colorindo o diáfano lilás
Com o ardor que me tomou!

Langorosos movimentos
Cortam o ar deveras febril,
E, com a embriaguez sutil,
Esvaem-se os pensamentos!

Um leve e sublime tatear
Desperta sobeja sensação
Compassando o respiro,

Úmidos lábios a beijar,
Rubros pela exaltação:
Um longo e único suspiro!

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