sábado, 9 de abril de 2011




Olhos de ressaca, a minha Capitu!


Um olhar oblíquo e dissimulado
Que me arremessa contra o paraíso
Galante jeito meigo, terno e encantado,
Espancando as sombras com o sorriso.

Traços voluptuosos envoltos de perfeição
Eterna veemência em tua cândida languidez
Um primor da natureza, do vento, uma canção.
Contornos cerúleos, estrelas, ah, nívea palidez.

Sorriso devasso e alvo deveras em uma só vez
Brilhante e traiçoeiro, efêmero e eterno,
Pálido e distante, perto e inalcançável, talvez!

Convidativa maneira que me embriaga de paixão
Oh! Sereia de mais belo canto! Oh! Chave do inferno!
Estilhaça-me, queima instantaneamente essa solidão.

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