
Gritos d'alma
O arrebol.
Inicia-se outro dia.
Outra tentativa frustrada.
Tomo meu café, faço planos.
Nada que eu vá cumprir.
Tenho uma imensa vontade de voltar.
Retomar todos os meus sonhos
Que foram fatalmente ignorados.
Talvez seja esse o preço,
abandonar os sonhos
Qual roupas velhas que não mais servem.
O ocaso.
Outra noite, outra mágoa.
As dores se acentuam consideravelmente.
Sinto saudade, uma saudade não sei de quê.
A brisa noturna me corta o peito.
Tenho uma sensação de calafrio.
Um arrepio de medo, angústia e culpa.
Tento afogar-me em alguma bebida.
Soco em faca afiada.
Apenas amplifica as vozes
Que zombam da minha fraqueza.
Dia após dia. Ano trás ano.
O tempo passa, eu sou mesmo.
Paralisado. Angustiado.
Tenho a garganta seca.
A alma sólida qual diamante.
Talvez o frio de meu coração
Tenha me roubado o desejo.
Talvez eu me tenha rendido.
Bebo mais um gole de vida.
Um brinde!
Não quero mais viver...

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