domingo, 25 de abril de 2010

Reflexo!


Tempinho sem postar e tals...
mas tá aí mais um poema! ^^


Reflexo

Chuva de estrelas, sol reconfortante,
Estranha e doce antítese ilusória
Salga os lábios de pequeno infante:
Epílogo hoje distante desta história!

Sacro gosto iludindo a memória,
No maior exemplo da contradição.
Corre no tempo situação irrisória
Zombando a vontade do meu coração!

No céu, as estrelas narram o conto,
Colorindo no brilho todo o desejo,
Traduzindo a emoção em cada ponto.

Na Terra, o abstrato não é relevante,
Restando apenas o forte despejo
Da imutabilidade do tempo errante.


terça-feira, 13 de abril de 2010

Frágua de poeta.








Algum tempo sem postar... tá aí mais um poema ^^
Ah, essa foto aí é a da Galáxia de Andrômeda... linda demais!




Frágua de Poeta

Na flor em que se deita o sereno
Decantei meus vulgares versos.
Absorvendo qualquer tom de veneno,
Filtrei os meus poemas diversos!

Pois nos lábios de face rubente
Esqueci minha alma mundana
Numa espécie de sono penitente
Por tocar beleza tão desumana!

Tento, debalde, então demonstrar:
O glamour que me pôs em frágua,
Os olhos que me fazem penar!

Expresso, porém, quão doce é a sina
De beber na fonte onde tudo deságua
E sofrer por amar humana tão divina!

A pena nisto consiste:
Almejar descrever com o existente
Algo que absolutamente não existe!

Talvez me salvo de tal punição
Ao tornar-me poeta competente
A decantar deveras a tua perfeição!

terça-feira, 6 de abril de 2010

Stella Maris.







Aee, poema advindo da aula mais chata de toda a história da humanidade... hauhauhauhauhauhau.
Seria Cronos ou Kairós?


Stella Maris

Brilhante estrela que me guia,
Magnânimo e longínquo pulsar,
Afasta a treva da neblina fria
E a desesperança do meu olhar!

Inalcançável desejo eterno,
Qual luz etérea ao horizonte!
Não temo qualquer inferno,
Pois em ti folgo minha fronte!

Mesmo distante, alegra-me o peito!
Iluminar sem nenhum defeito
Coroando o fim da estrada!

Mesmo tão perto, intocável!
Pulso de energia imensurável
Impulsionando minh’alma alada!


segunda-feira, 5 de abril de 2010

Miríades!





Miríades

Amo-te com o calor de mil sóis
E com o gosto da sofreguidão,
Desde o belo timbre da tua voz
Ao último batimento do teu coração.

Velo-te com a luz de mil luas
E com a força vedada da ilusão,
Contornando nas belezas tuas
Apogeu intrépido da sensação!

Em meus olhos brilha teu olhar
E a reta ânsia do meu querer
Compondo a mais bela canção!

Em teus olhos: tesouro invulgar
Alimenta o sonho de me perder
Por entre as sendas da tua mão!