sábado, 28 de agosto de 2010

Nostalgia.



Nostalgia

Lívida tela do que eu fui um dia
Iluminada por um ínfimo raio solar:
O diáfano brilho que ainda porfia
Na ânsia de a lembrança se eternizar!

Antigos amores então sucumbidos
-Agora longínquas estrelas mortas!
Ainda aquecem, mesmo que banidos
Pelo tempo que me fecha as portas!

Os anos sufocam cada doce memória
Empalidecendo os retratos do passado,
Apagando as páginas da minha história!

Horizontes sobrepõem velhos montes
Trazendo novas visões e um novo fado,
Quedam esquecidas vetustas pontes!

domingo, 15 de agosto de 2010

Nefelibata!


Nefelibata


Efêmero sonho que me acomete

Quando meus olhos encontram os teus,

Tornando cada lembrança inerte

Na vivacidade dos dias meus!


Mesmo fugaz, a sensação se perpetua,

Um sopro puro de perfeita inspiração,

Denodando cada amargura crua,

Pulveriza qualquer assomo de razão!


O delírio onírico que em mim atua

Derrama a insanidade sobre meu siso,

Coroando a minha fantasia nua!


Em desafeto com o meu escasso juízo

Deixo-me guiar pelo capricho tão terno

Que torna este meu sonho eterno!