quinta-feira, 14 de julho de 2011

Tijolos amarelos.



Tijolos amarelos

A saudade maltrata meu trato feito
Com os tão raros sonhos insanos
Que me arrancam suspiros do peito
Ao relembrar em mim meus enganos.

A felicidade não me inspira afeto,
Nem é tristeza o meu choro profano
Abafado pelo agouro mais incerto
Exalado pelo tempo a cada ano.

Na existência ainda me abrigo
Sem encontrar, de fato, lugar,
Não sei se por sorte ou castigo!

Ao descaso do acaso ainda padeço,
Ousando o que o destino não ousar
Do passado e do futuro me esqueço!