quarta-feira, 22 de junho de 2011

Vital.




Vital

Teus olhos - brilha beleza invulgar.
Teus lábios - dança o meu desejo:
Tenaz vontade reta ao alvejar
Do teu apreço langoroso beijo!

Em sonhos fantasio minha ilusão
Na ânsia de torná-la real,
Coroando em meu intento a condição
De que sempre me sejas vital.

Talvez teus braços me dêem abraços –
Que sejam estes tão eternos e ternos
Quanto toda a perfeição do teu traço!

Talvez teus passos me formem laços,
Aquecendo os mais rigorosos invernos,
Sobejando tudo o que me fora escasso!

quarta-feira, 8 de junho de 2011

Anômalo.



Anômalo

Delírios constantes que, de tão reais,
Dançam nos limites da irracionalidade
Com o insano poder de fantasias surreais
Rompendo a chaga da impossibilidade.

E num ato de completa insensatez
A imprudência expia o desatino
De se estar condenado à lucidez
Jogando dados contra o destino.

Em quimeras enterro a tentativa
De alívio à inquietação da alma
Na busca de efêmera satisfação

Que se esvai na fantasia cativa
Pelo peito indócil que não acalma
O sopro da existência em meu coração!