
Tijolos amarelos
A saudade maltrata meu trato feito
Com os tão raros sonhos insanos
Que me arrancam suspiros do peito
Ao relembrar em mim meus enganos.
A felicidade não me inspira afeto,
Nem é tristeza o meu choro profano
Abafado pelo agouro mais incerto
Exalado pelo tempo a cada ano.
Na existência ainda me abrigo
Sem encontrar, de fato, lugar,
Não sei se por sorte ou castigo!
Ao descaso do acaso ainda padeço,
Ousando o que o destino não ousar
Do passado e do futuro me esqueço!

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