sexta-feira, 24 de setembro de 2010

Ideais inconfessos.



Ideais Inconfessos

A veste que meu sonho trajou
Caiu em desuso naturalmente,
Tornou-se obsoleta e indecente
Aos olhos de quem me amou.

As palavras que proferi
Foram tolos hinos ecoados
E a plenos pulmões bradados
Pelas bocas em que me feri.

Ilusão sem crença e caída
Corrói o sentido e a emoção,
Proclamando ao meu coração:
“Esboço de uma vida falida!”

Desejo infausto e obsessão
Em carne viva me deixaram,
Por madrugadas me guiaram
À procura de uma expiação.

Caí no truque da saudade,
Do passado que não passa,
Neguei três vezes a desgraça
Mas fui traído pela vontade!

A fantasia fez sua festa:
Aos meus olhos foi presta
Com sua beleza nada modesta
E uma sedução que me molesta.

O mal que vivo em segredo
Corrói-me as tentativas
E as lembranças furtivas
Condenadas ao degredo.

Sufoco o dolente grito
E a sensação nunca fugaz
Que não folga jamais:
A vida ainda é um mito!

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