terça-feira, 1 de junho de 2010

Quando o corte não tinge a lança.

Quando o corte não tinge a lança.

Num clarão certeiro sonha a lança
Em sorriso jovial recém-cravada,
Resplandecendo olhos em venturosa espada
Manuseada em mãos de tão cândida criança!

Corre em céus tão vivaz lembrança
Tingindo de rosa o rutilante albor,
Matizando a mais lívida esperança,
Vulgarizada em parvos lábios: amor!

Efêmera Quimera de duradouro efeito
Ao revolver das mágoas no encostar do leito,
Enobrecendo o amor desmesurado em colo estreito!

Jardim florido entre ciprestes
Qual arrebol enxergado em leste
Pulverizando a dolente peste!

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