terça-feira, 13 de abril de 2010

Frágua de poeta.








Algum tempo sem postar... tá aí mais um poema ^^
Ah, essa foto aí é a da Galáxia de Andrômeda... linda demais!




Frágua de Poeta

Na flor em que se deita o sereno
Decantei meus vulgares versos.
Absorvendo qualquer tom de veneno,
Filtrei os meus poemas diversos!

Pois nos lábios de face rubente
Esqueci minha alma mundana
Numa espécie de sono penitente
Por tocar beleza tão desumana!

Tento, debalde, então demonstrar:
O glamour que me pôs em frágua,
Os olhos que me fazem penar!

Expresso, porém, quão doce é a sina
De beber na fonte onde tudo deságua
E sofrer por amar humana tão divina!

A pena nisto consiste:
Almejar descrever com o existente
Algo que absolutamente não existe!

Talvez me salvo de tal punição
Ao tornar-me poeta competente
A decantar deveras a tua perfeição!

2 comentários: